sábado, 9 de março de 2013

Educação especial : Autismo


O que é autismo … e o que não é.

As pessoas com autismo não são diferentes de nós, só são seres humanos que vivem a vida em um estado perpétuo de confusão.

O termo autismo é de difícil definição porque a síndrome é complexa e não há duas pessoas com o diagnóstico de autismo que experiência em a síndrome da mesma maneira.

Com isso, as pessoas com autismo representam um grupo heterogêneo, assim como a humanidade pode ser. Suas características ou demonstrações podem variar num extremo que confunde e, algumas vezes é até contrário. As pessoas com autismo podem ou não sofrer de outras síndromes e problemas paralelos ou coligados ao autismo.

Dentro de uma mesma família podemos encontrar dois autistas, um que não é capaz de vocalizar e o irmão que fala compulsivamente e com um vocabulário sofisticado.

Algumas pessoas com autismo gostam de toque e se aconchegam num abraço, enquanto outras podem perceber o toque como algo doloroso.

Podemos encontrar autistas com resultados de testes de QI a níveis de genialidade ou com níveis de profundo retardo mental, e a grande maioria entre os dois.

Em alguns casos os autistas buscam desesperadamente por interações sociais, mesmo que de maneira desajeitada, e outros precisam de tempo e espaço sozinhos.

Também há autistas que se tornam famosos por sua habilidade de acertar com facilidade cestas de basquete na marca de 3 pontos e outros que não conseguem segurar ou arremessar uma bola.

Alguns são tão desorganizados que seus comportamentos parecem não ter nenhum propósito, enquanto outros são tão rígidos às suas rotinas e rituais que torna o convívio altamente estressante.
Alguns podem passar horas em comportamentos auto-estimulatórios, enquanto outros podem não apresentar esta característica como perceptível.

No livro “You’re going to love this kid!” (p. 2 e 3) autora Paula Kluth foi buscar com os que ela chama de especialistas, pessoas com autismo, algumas definições para a síndrome:

"Autismo não é algo que a pessoa tem, ou uma “concha” que a pessoa está presa dentro. Não há uma criança normal escondida atrás do autismo. Autismo é uma maneira de ser. É penetrante: dá o tom de cada experiência, cada sensação, percepção, pensamento, emoção e encontro, em todos os aspectos da existência. Não é possível separar o autismo da pessoa – e se fosse possível, a pessoa que restaria não seria a mesma pessoa do início." (Sinclair, 1993,p.1)

"Nós vivemos em um País onde imagem é um tipo de realidade mais real que a realidade. Minha principal resposta para isso é: Eu não preciso de uma cirurgia para me fazer real mais do que uma linda mulher “realmente” precisa de seus cílios arredondados. O fato que eu acho que sim (que preciso de uma cirurgia para me fazer real) e ela também (achar que precisa de cílios arredondados para ser linda) é mais fantasioso do que real. A ânsia para ser como os outros não fez de Pinóquio real – o transformou num jumento! E a ânsia dos pais para curar o autismo, ou atraso ou compulsividade não irá levá-los muito longe na solução do problema atual. Porque a pessoa que acredita “Eu serei real quando for normal” , sempre será quase uma pessoa, mas jamais chegará lá." (Marcus, 1998,p.2)

Isto não quer dizer que todas as pessoas com autismo tem suas experiências positivas em relação à síndrome, na verdade muitas pessoas com autismo descrevem que a síndrome lhes traz muitas dificuldades e pode ser muito doloroso em vários momentos, mas o alerta é que se deve respeitar sempre o ser humano acima de qualquer rótulo.

As pessoas com autismo podem sofrer ou não de outros distúrbios de ordem médica, neurológica ou psicológica e estes distúrbios devem ser tratados paralelamente ao autismo e não como o autismo em si. Para isso, é necessário um time multidisciplinar com a mente aberta a possibilidades fora de sua área de competência.
O autismo foi primeiramente descrito pelo psiquiatra Leo Kanner em 1943, ele escolheu o termo autismo para descrever um grupo de 11 crianças que apresentavam características relativamente parecidas porém distintas das crianças que possuíam o diagnóstico de esquizofrenia ou psicose infantil, o déficit social foi a principal característica que ressaltava nesse grupo. Etimologicamente, autismo vem do termo grego “auto” referindo a “si próprio”. Autismo é reconhecido como uma desordem em espectro e também com vários graus de intensidade. Os comportamentos autísticos tipicamente aparecem antes do 3 anos de idade, mas é comum que as crianças sejam diagnosticadas somente após os 4 anos e se diagnosticadas. É quatro vezes mais predominante em meninos do que em meninas.

Apesar de não ser uma síndrome de ordem médica ou psiquiátrica, no sentido em que há alguma falha notória em algum órgão, segundo o Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders - Fourth Edition – Text Revision (DSM-IV-TR) (American Psychological Association, 2000), pessoas com autismo tem “atraso ou funcionamento anormal” em pelo menos uma das três seguintes áreas:
• Interação social
• Comunicação
• Padrões de comportamento (interesses ou atividades estereotipadas, restritas e/ou repetitivas)

A Síndrome de Asperger é o rótulo dado a pessoas que tem características do espectro autista que tipicamente tem diferenças que marcam uma “dis-ordem” e não um atraso na comunicação, dificuldades com mudanças de rotina e transições de atividades ou lugares, resistência ao inesperado e tem interesses em áreas específicas de maneira intensa. Estas pessoas, muitas vezes apresentam uma memória excelente (visual, datas, fatos). Pessoas com Síndrome de Asperger podem passar a vida sem diagnóstico e serem vistos como esquisitos ou excêntricos.

Alguns testes podem ser aplicados para uma predefinição do diagnóstico, mas sua confirmação é clínica, isso quer dizer que fica a cargo da observação e julgamento de um profissional da área médica. De qualquer forma o uso dos resultados dos testes deve ser cauteloso por que a pessoa testada pode não responder às questões, mas isso não quer dizer que não tenha a inteligência e o conhecimento da resposta, além disso, os testes são geralmente administrados por profissionais que não conhecem a criança e com isso não conhecem o tipo de habilidade que ele/ela usará para comunicar-se e muito menos as suas necessidades para sentir-se confortável com o próprio corpo e assim demonstrar sua inteligência.

Muito se especula sobre aonde a criança está no espectro autista, no livro de Beth Fouse, Ph.D e Maria Wheeler, M. Ed., “A Treasure Chest of Behavioral Strategies for Individuals with Autism”, (p. 4) encontra-se um quadro sobre os comportamentos que podem ser observados e assim divide os comportamentos apresentados no espectro autista em três categorias, mais severo, moderado e menos severo:

Mais severo:
Birras intensas de temperamento
Não-verbal
Gritos estridentes
Retirado, solitário
Disfunção sensorial severa
Comportamentos agressivos

Moderado: 
Ignora comandos
Ecolalia
Ruídos estranhos
Observa outras pessoas
Disfunção sensorial moderada
Escapa

Menos severo:
Problemas de linguagem
Verbal
Risadinhas, remexer-se e tensão muscular
Interage com outras pessoas
Disfunção sensorial leve
Ataques de pânico
Estes comportamentos marcam a severidade com que o autismo impacta a vida da pessoa, a criança pode ter comportamentos nas três colunas, de qualquer forma a severidade será avaliada na coluna que ela apresenta mais comportamentos somente para análise comportamental, isso também não é um fator determinante num prognóstico.

É importante ressaltar que o diagnóstico de Autismo, Asperger ou Transtorno Invasivo do Desenvolvimento não predita as dificuldades que a pessoa enfrentará na vida e tampouco define um prognóstico e nem mesmo fornece aos familiares ou profissionais muita informação sobre o potencial individual da pessoa com o diagnóstico.

Paula Kluth, ainda no livro “You’re going to Love This kid!”, alerta que as definições sobre autismo parecem somente descrever a opinião de alguém “de fora” e pior que isso, essas definições só focam nos déficits. Quando lemos a maioria das definições sobre autismo só somos informados do que a pessoa não pode fazer, ou do que ela não é capaz, há raras menções sobre suas habilidades e pontos fortes. Esse tipo de definição pode causar problemas, Leary e Hill (1996) apontam que a linguagem usada nas definições são cheias de pressupostos que podem estar incorretos e ainda serem prejudiciais. Os comportamentos são muitas vezes descritos como “preferem”, “falha em” ou “interesse incomum” sem especificar nenhum sintoma que possa ser a causa destes comportamentos. Outra questão levantada por Leary e Hill é que como o observador pode saber se a criança “prefere” brincar sozinha ou se na verdade ela prefere brincar com sua irmã mas está brincando sozinha porque o cheiro da colônia que a irmã está usando incomoda o seu sistema sensorial. Ou talvez, a criança autista brinca sozinha porque ela não sabe como entrar na brincadeira das outras crianças.

A opinião de Steven Gutstein, criador do RDI é que o autismo não pode ser diagnosticado pela presença de algum comportamento. O que mais marca na característica autista não são os comportamentos apresentados, mas sim a omissão, o que a criança não faz ou desconhece. O diagnóstico de autismo é mais preciso se baseado na dificuldade ou falha da pessoa em função do domínio específico sóciocomunicativo e afetivo.

No ponto de vista do “The Institute for the Study of the Neurologically Typical”  (Instituto para o estudo dos neuro típicos) – http://isnt.autistics.org - autismo é uma forma de síndrome criada pela sociedade inflexível dos neuro típicos, a descrição é bem- humorada o que quebra um outro tabu em relação as pessoas com autismo: a falta de humor e tantas outras incapacidades relacionadas com a percepção do outro.



Por: Elaine V. Pereira

quinta-feira, 7 de março de 2013

Educação Infantil para Surdos



O Que é Língua Brasileira de Sinais?


A Língua Brasileira de Sinais - Libras e a Língua Portuguesa são as línguas que permeiam a educação de surdos e se situam politicamente enquanto direito.
A aquisição dos conhecimentos em língua de sinais é uma das formas de garantir a aquisição da leitura e escrita da língua portuguesa pela criança surda. O ensino da língua de sinais e o ensino de português, de forma consciente, é um modo de promover o processo educativo.
O Português é a língua oficial do País, uma segunda língua para pessoas surdas o que exige um processo formal para sua aprendizagem.




Vocabulário

Trata-se de um material que aborda a forma bilíngüe de efetivar a alfabetização de crianças com surdez, podendo colaborar com a formação continuada de professores, de forma a melhorar a qualidade da educação.

Provocar nos alunos o interesse pelo tema da leitura por meio de uma discussão prévia do assunto, ou de um estímulo visual sobre o mesmo, ou por meio de uma brincadeira ou atividade que os conduza ao tema pode facilitar a compreensão do texto.
As atividades podem ser utilizadas desde o início do processo de aquisição da leitura e escrita, ou seja, com aquelas crianças que ainda não tiveram nenhum contato com o português, até o final das séries iniciais, em que a criança já se encontra alfabetizada.
Nesse sentido, há processos em que ocorre a tradução dos conhecimentos adquiridos na língua de sinais, dos conceitos, dos pensamentos e das ideias para o português.
O ensino do português pressupõe a aquisição da língua de sinais brasileira a língua da criança surda. A língua de sinais também apresenta um papel fundamental no processo de ensino-aprendizagem do português. A ideia não é simplesmente uma transferência de conhecimentos da primeira língua para a segunda língua, mas sim um processo paralelo de aquisição e aprendizagem em que cada língua apresenta seus papéis e valores sociais representados.




Como o surdo se expressa para comunicar sua língua materna?

A língua de sinais é uma língua espacial-visual e existem muitas formas criativas de explora-las. Configurações de mão, movimentos, expressões faciais gramaticais, localizações, movimentos do corpo, espaço de sinalização, classificadores são alguns dos recursos discursivos que tal língua oferece para serem explorados durante o desenvolvimento da criança surda e que devem ser explorados para um processo de alfabetização com êxito.

- estabelecimento do olhar
- exploração das configurações de mãos
- exploração dos movimentos dos sinais (movimentos internos e externos, ou seja, movimentos do próprio sinal e movimentos de relações gramaticais no espaço)
- utilização de sinais com uma mão, duas mãos com movimentos simétricos, duas mãos com movimentos não simétricos, duas mãos com diferentes configurações de mãos.
- uso de expressões não manuais gramaticalizadas (interrogativas, topicalização, focus e negação);
- exploração das diferentes funções do apontar;
- utilização de classificadores com configurações de mãos apropriadas (incluem todas as relações descritivas e preposicionais estabelecidas através de classificadores, bem como, as formas de objetos, pessoas e ações e relações entre eles, tais como, ao lado de, em cima de, contra, em baixo de, em, dentro de, fora de, atrás de, em frente de, etc.);
- exploração das mudanças de perspectivas na produção de sinais;
- exploração do alfabeto manual;
- estabelecimento de relações temporais através de marcação de tempo e de advérbios temporais (futuro, passado, no presente, ontem, semana passada, mês passado, ano passado, antes, hoje, agora, depois, amanhã, na semana que vem, no próximo mês, etc.);
- exploração da orientação da mão;
- especificação do tipo de ação, duração, intensidade e repetição (adjetivação, aspecto e marcação de plural);
- jogos de perguntas e respostas observando o uso dos itens lexicais e expressões não manuais correspondentes;
- utilização de “feedback” (sinais manuais e não-manuais específicos de confirmação e negação, tais como, o sinal CERTO, o sinal NÃO, os movimentos de cabeça afirmando ou negando);
- exploração de relações gramaticais mais complexas (relações de comparação, tais como, isto e aquilo, isto ou aquilo, este melhor do que este, aquele melhor do que este, este igual àquele, este com aquele; relações de condição, tais como, se isto então aquilo; relações de simultaneidade, por exemplo, enquanto isto acontece, aquilo está acontecendo; relações de subordinação, como por exemplo, o fulano pensa que esta fazendo tal coisa; aquele que tem isso, está fazendo aquilo);
- estabelecimento de referentes presentes e não presentes no discurso, bem como, o uso de pronominais para retomada de tais referentes de forma consistente;
- exploração da produção artística em sinais usando todos os recursos sintáticos, morfológicos, fonológicos e semânticos próprios da LSB (tais recursos incluem, por exemplo os aspectos mencionados até então). A proposta é de tornar rica e lúdica a exploração de tais aspectos da língua de sinais que tornam tal língua um sistema linguístico complexo. www.ines.org.br/libras/index.htm

Metodologia:

Desenvolvimento das atividades
Obviamente que este processo de leitura deve estar imerso em objetivos pedagógicos claros no desenvolvimento das atividades. Estes são alguns dos objetivos a serem trabalhados pelo professor (em sinais):

Desenvolver o uso de estratégias específicas para resolução de problemas
Exercitar o uso de jogos de inferência
Trabalhar com associações
Desenvolver as habilidades de discriminação visual
Explorar a comunicação espontânea
Ampliar constantemente vocabulário, 
Oferecer constantemente literatura impressa na escrita em sinais
Proporcionar atividades para envolver a criança no processo de alfabetização como autora do próprio processo


Extraído do blog: http://eduinfantsurdo.zip.net/


Bjinhos : Elaine Vieira Pereira

O brincar na Educação Infantil


Por que brincar é importante para as crianças pequenas
(Bianca Bibiano)


Ilustração Rogério Fernandes sobre fotografia de Omar Paixão

Estudos, pesquisas e livros são boas fontes não só para compreender a relevância do brincar como também para proporcioná-lo às crianças. Mergulhe fundo neles!

Brincar é importante para os pequenos e disso você tem certeza. Mas por quê? Sem essa resposta, fica difícil desenvolver um bom trabalho com as turmas de creche e de pré-escola, não é mesmo? Se essa inquietação faz parte do seu dia a dia, sinta-se convidado a estudar o tema. Ele rende pano para manga desde muito, muito tempo atrás. "Os primeiros questionamentos sobre o brincar não estavam relacionados a jogos, brinquedos e brincadeiras, mas focavam a cultura", diz Clélia Cortez, formadora do Instituto Avisa Lá, em São Paulo. 

No fim do século 19, o psicólogo e filósofo francês 
Henri Wallon (1879-1962), o biólogo suíço Jean Piaget (1896-1980) e o psicólogo bielo-russo Lev Vygotsky (1896-1934) buscavam compreender como os pequenos se relacionavam com o mundo e como produziam cultura. Até então, a concepção dominante era de que eles não faziam isso. "Investigando essa faceta do universo infantil, eles concluíram que boa parte da comunicação das crianças com o ambiente se dá por meio da brincadeira e que é dessa maneira que elas se expressam culturalmente", explica Clélia.

Wallon foi o primeiro a quebrar os paradigmas da época ao dizer que a aprendizagem não depende apenas do ensino de conteúdos: para que ela ocorra, são necessários afeto e movimento também. Ele afirmava que é preciso ficar atento aos interesses dos pequenos e deixá-los se deslocar livremente para que façam descobertas. Levando em conta que as escolas davam muita importância à inteligência e ao desempenho, propôs que considerassem o ser humano de modo integral. Isso significa introduzir na rotina atividades diversificadas, como jogos. Preocupado com o caráter utilitarista do ensino, Wallon pontuou que a diversão deve ter fins em si mesma, possibilitando às crianças o despertar de capacidades, como a articulação com os colegas, sem preocupações didáticas.

Já Piaget, focado no que os pequenos pensam sobre tempo, espaço e movimento, estudou como diferem as características do brincar de acordo com as faixas etárias. Ele descobriu que, enquanto os menores fazem descobertas com experimentações e atividades repetitivas, os maiores lidam com o desafio de compreender o outro e traçar regras comuns para as brincadeiras.

As pesquisas de Vygotsky apontaram que a produção de cultura depende de processos interpessoais. Ou seja, não cabe apenas ao desenvolvimento de um indivíduo, mas às relações dentro de um grupo. Por isso, destacou a importância do professor como mediador e responsável por ampliar o repertório cultural das crianças. Consciente de que elas se comunicam pelo brincar, Vygotsky considerou uma intervenção positiva a apresentação de novas brincadeiras e de instrumentos para enriquecê-las. Ele afirmava que um importante papel da escola é desenvolver a autonomia da turma. E, para ele, esse processo depende de intervenções que coloquem elementos desafiadores nas atividades, possibilitando aos pequenos desenvolver essa habilidade.


Abraços,
Rovena Teixeira Libardi.

Tecnologia Touch Screen atrai as crianças cada vez mais cedo




A curiosidade das crianças, aliada à tecnologia touch screen, tem chamado a atenção dos pais. Cada vez mais precoces, os filhos passaram a dominar com maestria smartphones e iPads e até a ensinar os pais a usarem esses novos aparelhos.

Recentemente foi postado um vídeo no YouTube que expressa bem essa realidade. Um bebê mostra habilidade ao manusear um iPad, uma das invenções deixadas pelo grande Steve Jobs. Ao se deparar com revistas impressas, a menininha tenta aplicar os mesmos movimentos de dedinhos usados no iPad para ampliar, reduzir e mudar de página.

Percebendo que as páginas das revistas são estáticas, ela se desinteressa pelo material impresso e volta a se divertir quando os pais lhe devolvem o iPad.

Texto extraido de: http://vilamulher.terra.com.br/tecnologia-touch-screen-atrai-as-criancas-cada-vez-mais-cedo-8-1-54-289.html

Por: Ana Beatriz Memelli Lopes

O uso de tecnologias digitais na Educação Infantil

Com o surgimento das novas tecnologias, a escola não pode isolar a criança do mundo em que vivem, pois é através da interação e da comunicação que a criança cria situações concretas e imaginário as que contribuem para a construção de elementos próprios de seu contexto cultural.

As crianças que têm acesso as tecnologias, têm uma cultura que não consiste apenas em jogos e brincadeiras, mas também na utilização de meios tecnológicos, os quais lhes proporcionarão desenvolver habilidades e facilidades para resolver problemas e desenvolver projetos educacionais.


A partir disso, é necessário que as pessoas que compõem os setores educacionais saibam explorar esses novos recursos tecnológicos de maneira mais efetiva, pois para o uso dessas tecnologias não basta apenas saber clicar um botão, é preciso profissionais qualificados e bem preparados para que a interação entre tecnologia e aluno (criança) aconteça com eficiência.

 
 
Por: Jessica Lima de Vasconcellos.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Jogos Tux


1) Tux Typing

O Tux Typing é um jogo educacional voltado especialmente para crianças. Une o aprendizado da técnica de digitação e identificação de letras às aventuras divertidas do pinguim (protagonista do jogo). Propõe desafios para as crianças em vários níveis, divertindo-as e ao mesmo tempo se familiarizar com o teclado e aprende de forma lúdica a digitar.


Trabalha a coordenação motora, iniciação á digitação, agilidade na digitação – para as crianças maiores,reconhecimento visual, visualização e identificação das letras do visor do computador para o teclado, identificação das letras.

Como exemplo, o professor pode trabalhar a alfabetização das crianças de 4 e 5, onde a criança interage ao reconhecer as letras , interpreta-as, podendo visualiza-las no teclado  trabalhando vários aspectos aminóticos e cognitivos de forma divertida e não de forma massante, pesada e sem sentido para a mesma.

É importante ressaltar que se considera aqui o pensamento como em rede. Por tanto aprender a incorporar regras do jogo processando simultaneamente o reconhecimentos e interpretação das letras, é totalmente possível - pois não aprendemos linearmente. E a partir disso as crianças ressignificam o que aprendem.





Bjinhos s2: Elaine Vieira Pereira 


2) Tux Paint

Tux Paint trata-se de um editor de imagens bitmap de código aberto, para crianças a partir da idade em que tenham condições de operar com o mouse. O projeto, licenciado por GPL, iniciou-se em 2002 por William J Kendrick e tem obtido um grandioso número de voluntários tanto em suporte quanto em programação.Por ser multi-plataforma, o programa está disponível para Windows, Macintosh, Linux, FreeBSD e NetBSD.


O nome Tux Paint vem do Tux, o famoso e divertido pinguim do Linux, que é usado como uma personagem que encoraja crianças a se divertirem se aventurando pelo programa. O programa é composto por botões grandiosos com iconografia e texto descritivo e muitas cores deixando-o mais vivo e complacente ao público alvo infantil.

A parte da usabilidade fica por conta dos sons, diferentes a cada ferramenta relacionando a ferramenta ao som por ela produzido. Também em questão de usabilidade, os botões grandes ajudam facilitando a focalização do botão correto por crianças pequenas com coordenação motora ainda imperfeita. O programa oferece a possibilidade de desenho livre, uso de linhas, uso de formas geométricas, além de carimbos (com desenhos pré definidos).

Um ponto negativo é o fato de o desenho inserido não poder der movimentado. Além disso, ao salvar o trabalho, o mesmo só fica disponível no próprio programa. caso queira usar a produção em outro programa ou ter a imagem, terá que fazer um printscreen da tela do computador e usar outro programa para salvar a imagem.


Atividades desenvolvidas com o Tux Paint

Como exemplo de atividades a serem desenvolvidas, podemos trabalhar com o gênero textual Fábulas e com Folclore, solicitando que as crianças exercitem a leitura e a escrita. Estas atividades foram elaboradas no TuxPaint com ajuda do editor de texto BRWriter, do BROffice.







Veja mais informações do Tux Paint em: http://www.baixaki.com.br/download/tux-paint.htm.

Além de saber mais, poderá ser feito o download destes softwares,  aproveitem!

Abraços ^^ 
Ana Beatriz Memelli Lopes.



3) Tux of Math Command


TuxMath é um jogo educativo que lhe permite praticar operações aritméticas simples, nomeadamente a adição, subtração, multiplicação e divisão.
O jogo é uma espécie de Space Invaders no qual os extraterrestres foram substituídos por meteoros acompanhados por cálculos matemáticos. Para destruir os meteoros, terá de resolver os cálculos antes que estes cheguem ao solo.
Tux, a mascote do sistema operativo Linux, é o personagem principal e controla um raio Laser capaz de destruir as enormes bolas de fogo, mas para isso precisa de responder corretamente às questões.
No início o jogo é fácil, mas o TuxMath torna-se mais complicado à medida que começam a surgir cálculos com números negativos e variáveis.
Muito divertido e didático, o TuxMath é a aplicação ideal para promover a aprendizagem da Aritmética.


Atividades desenvolvidas com o Tux Math

As professoras vão contar na sala de aula a história dos números e da matemática. Depois vão utilizar o jogo como ferramenta lúdica para inicio da aprendizagem sobre as operações mais simples de matemática, adição e subtração.
As crianças serão levadas para o laboratório onde terão oportunidade de conhecerem melhor a matemática de uma maneira mais lúdica através desse jogo. Porém para facilitar na aprendizagem desses processos elas necessitam de terem contato com materiais concretos, por conta disso também vão levar tampinhas de garrafas ou palitos para a resolução das operações.
A professora poderá dividi-los em duplas ou trios para que juntos pensem juntos mais rapidamente nas resposta, dessa maneira também desenvolvem a oralidade, a concentração, e o raciocino rápido por meio das interações entre os próprios colegas. Vence a dupla que obtiver mais pontos. Depois ela irá voltar para a sala para conversar sobre as dificuldades que os alunos tiveram ou não durante o jogo.





Por: Ana Beatriz Memelli Lopes








O Software HagáQuê

“O HagáQuê é um editor de histórias em quadrinhos, que possui um banco de imagens com diversos elementos (cenários, personagens, balões, etc) e vários recursos de edição destas imagens para que as crianças construam sua própria história. Cabe ao professor incorporar nas suas aulas essas tecnologias, uma vez que, elas são muitas e se utilizadas adequadamente podem auxiliar no processo ensino-aprendizagem”¹.


A utilização do Software HagáQuê na sala de aula

O HagáQuê é uma ferramenta que permite ao educador trabalhar as diversas disciplinas de maneira lúdica. Desta forma, após ensinar algum conteúdo em sala de aula, o educador pode a partir disso, propor aos alunos que confeccionem suas próprias histórias em quadrinhos.

O professor de Geografia, por exemplo, ao abordar a questão do aquecimento global em sala de aula, pode levar os alunos para o laboratório de informática e propor que confeccionem uma história em quadrinhos com esse tema. Para tanto, os alunos precisam ter clareza sobre o assunto, demonstrando na prática, o que aprenderam em teoria.

Por fim, “esse é um tipo de atividade que propõe a interação entre os alunos, desenvolvendo habilidades tais como: produção textual, criatividade, socialização, gosto pela leitura e pesquisa”².


Durante uma aula de TIC, fomos convidadas a realizar nossa própria história em quadrinhos, com o tema “carnaval”, sugerido pela professora da disciplina. Confiram:
http://www.4shared.com/file/JgPzEDjL/Atividade_-_TIC.html
http://www.4shared.com/file/j4FWQgp4/Histria_sobre_o_carnaval.html
http://www.4shared.com/file/9AL4qiHr/carnaval_na_praia.html
Se tiver dúvidas sobre como utilizar o HagáQuê, indicamos este tutorial: http://penta3.ufrgs.br/tutoriais/hagaque/

Dúvidas e/ou sugestões? Entre em contato com a gente: cafecomeducadoras@gmail.com

Beijos!
Jessica Lima de Vasconcellos.
Leia mais em: 
http://www.slideshare.net/evanilderodrigues/projeto-uso-hagaqu-regies-brasileiras²