quinta-feira, 18 de abril de 2013

AVA

O AVA é um ambiente virtual ao qual tivemos os primeiros contatos através da disciplina de Tecnologia e Informação da Comunicação do 6º período do curso de Pedagogia da UFES, ministrada pela Prof. Drª Daisa Teixeira.

Por meio dessa ferramenta foram criados fóruns de discussões, com os temas: “O que é informação”, “O que é conhecimento?” “Pode existir sociedades sem escolas?”. A turma apresentou os seus posicionamentos a respeito desses assuntos, por meio de vídeos, textos e imagens.

O trabalho com o AVA durante a disciplina de TIC possibilitou trocas de conhecimentos, saberes e experiências entre os alunos e a professora, ampliando dessa forma as nossas práticas educativas e relações sociais.

Além disso, essa ferramenta apresentou-se como um método avaliativo diferenciado, valorizando nossas opiniões e reflexões.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

conscientização sobre a dengue


Confecção de cartazes, paródia e jogos para conscientizar as crianças

Elizabeth Nader
Ação contra a dengue nas escolas
Crianças são conscientizadas a respeito dos cuidados com a dengue através de atividades lúdicas
Jogos, apresentações, paródia e produção de cartazes. São variadas as atividades de que os alunos da rede municipal participam na campanha de combate à dengue.
Entre as ações desenvolvidas pelo Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Carlita Corrêa Pereira, no Centro, está o momento de vivência com as crianças no pátio da escola com o "Jogo dos 7 erros", em que são apresentados cuidados e precauções no combate à dengue, com simulação de situações para que elas participem dizendo o que está certo e errado (exemplos: pneu com água, vasos de plantas e garrafas viradas para baixo).
Também haverá visita de um agente de saúde convidado para dialogar com as crianças sobre a sua função enquanto profissional de combate à dengue e a importância em recebê-lo em suas residências; confecção coletiva de cartazes; exposição do material produzido pelos corredores da escola; presença de ator fantasiado de mosquito da dengue entregando panfletos informativos (aos pais e responsáveis nos horários de entrada e saída dos alunos).
Cmei Georgina da Trindade Faria, em São José, tem se mobilizado de uma forma especial. Nesta sexta-feira (5), crianças de 4 e 5 anos vão encenar a paródia "O mosquito dengoso", que tem como pano musical a melodia da famosa e inconfundível canção infantil "A barata diz que tinha". As crianças já estão se preparando para a apresentação, que acontecerá às 11 horas, no auditório da escola, com a presença dos pais.
Além dessa ação, a unidade também está executando outras atividades complementares à conscientização e sensibilização da doença, como: exibição de vídeo sobre o ciclo do mosquito transmissor da dengue; reprodução ampliada no cartaz do mosquito, onde as crianças menores irão pintar e fazer colagem; leitura de histórias envolvendo a temática da dengue; leitura de notícias de jornal nas salas de aula sobre os sintomas e riscos da dengue; e produção de histórias escritas
pelos alunos.
Os mais coloridos cartazes produzidos por crianças de três anos já podem ser conferidos nos corredores do Cmei Rubens Duarte de Albuquerque, em Itararé. Os pequenos não pouparam criatividade para expressar em cores e formas como combater a dengue. Com as crianças maiores, com
faixa de idade de 6 anos, os professores estão executando atividades em sala de aula, envolvendo-as com textos de conscientização e produção de ilustrações.
Já na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Octacílio Lomba, em Maruípe, o Dia da Família na Escola coincide com o encerramento da campanha "Não é mentira! Dengue pode matar!", nesta sexta (5). Na ocasião, alunos, pais, parentes e responsáveis poderão experimentar uma realidade aumentada ao observar uma maquete que contém o ciclo da dengue, enquanto recebem orientações e explicações de um profissional da Unidade de Saúde de Maruípe sobre a correta maneira de prevenir e combater a doença.
 Essa reportagem foi retirada do site da Prefeitura de Vitória e pode ser acessada no link a seguir: 


Por: Elaine V. Pereira

quinta-feira, 4 de abril de 2013

A indisciplina na Educação Infantil


Em cartaz, a indisciplina

(Beatriz Vichessi)

Qualquer educador tem histórias para contar sobre o comportamento dos alunos em classe. Algumas parecem filmes de terror, e outras, comédias do tipo pastelão. Para seguir em frente, haja paciência e pulso firme - as duas soluções para o problema, de acordo com o senso comum. Na verdade, essas capacidades permitem apenas lidar superficialmente com a indisciplina. Resolvê-la requer estudo. O assunto é tão sério que pesquisadores têm se dedicado a observar professores e estudantes e conversar com eles. "A escola tem de refletir sobre suas posturas e reinventá-las", diz Joe Garcia, coordenador do grupo de pesquisa Indisciplina na Educação Contemporânea, da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP). Confira três pesquisas com dados interessantes para quem está disposto a dar um basta às situações fora de controle e mudar o fim da história.

A garotada quer ser ouvida pelos educadores

Durante sete meses, em um estudo realizado com turmas de 9º ano de uma escola em Cândido de Abreu, a 305 quilômetros de Curitiba, Mônica Macedo, mestre em Educação pela UTP, ouviu o lado da história que sempre é julgado como culpado pela indisciplina: os estudantes. Na tese A Indisciplina Escolar na Perspectiva dos Alunos, ela revela que os jovens têm consciência das atitudes que praticam. Ao mesmo tempo, apontam questões de responsabilidade da escola que desencadeiam os comportamentos ditos inadequados. Eles consideram que os professores não têm coerência ao lidar com os problemas do dia a dia da sala de aula. Um dos alunos disse que às vezes fica pensando por que alguns professores deixam usar boné na sala e outros não. Um colega comentou: "Na sala de aula, quem tem autoridade é o professor. Lá fora é a diretora (...). Se a indisciplina é dentro da sala, o professor tem de dar conta de resolver porque ele tá envolvido. Às vezes, foi ele que provocou. Ou então ele tem de resolver porque é professor". A falta de regras claras e a exclusão da garotada nas discussões que as definem também são apontadas pelos alunos como problemas que fazem o clima esquentar. "Os jovens querem ter voz, participar da elaboração do projeto político-pedagógico (PPP). Quando não consultados, afrontam os educadores e a instituição", diz Mônica.

Antes de tomar uma atitude, vale analisar o problema

Julio Groppa Aquino, professor da Universidade de São Paulo (USP), investigou registros de ocorrências disciplinares de turmas do Ensino Médio de uma escola pública paulista. O material foi reunido durante cinco anos. Ao analisá-lo, ele concluiu que na hora de tomar uma atitude é imprescindível que os educadores levem em conta que os diversos atos indisciplinados que ocorrem nas escolas têm naturezas diferentes. Considerando essa ideia, no artigo Da (Contra) Normatividade do Cotidiano Escolar: Problematizando o Discurso sobre a Indisciplina Discente, Aquino propõe três classificações distintas para diversos comportamentos e atos indisciplinados. São elas: atitudes impróprias, infrações regimentares e atos violentos. O primeiro grupo faz referência ao campo geral da incivilidade e diz respeito à não-realização das atividades, recusa a pedidos ou ordens dadas pelo professor, ameaça de nudez, atividades alheias às aulas, brincadeiras constrangedoras, despropositadas ou agressivas, cantorias em aula, conversas paralelas, descumprimento de acordos, questionamentos irônicos e uso de palavrões, entre outros. As infrações regimentais incluem deboches às normas escolares, como adulteração e destruição de documentos, atrasos, ausência de material, interrupção externa de aula sem autorização, não realização dos deveres, saída da aula sem autorização e uso de aparelhos sonoros ou de telefone celular em sala, além de cabular aulas. Por fim, os atos violentos - físicos ou verbais - podem se referir ao patrimônio escolar, ter a ver com conflitos entre os estudantes ou, então, envolver a moçada e os educadores. A divisão em categorias distintas é interessante porque, não raro, tudo é colocado no mesmo balaio como se fossem problemas iguais ou se tratasse de uma sucessão progressiva: da indisciplina à incivilidade e desta à violência. "Não faz sentido pensar assim. Esses problemas não têm necessariamente a mesma raiz nem são ligados por uma relação direta de casualidade", explica Aquino.

A bagunça dos pequenos nem sempre é indisciplina


Mesmo ainda sendo tão pequenas, crianças da Educação Infantil às vezes são consideradas indisciplinadas pelos educadores. Para conhecer os motivos desse julgamento, Mariana Franzoloso, mestre em Educação pela UTP, observou três turmas de pré-escola da rede municipal de Curitiba durante seis meses. Na tese Indisciplina e Desenvolvimento Moral na Educação Infantil, ela mostra que muitas das atitudes consideradas pelos docentes como bagunça são, na verdade, importantes para desenvolver a sociabilidade da meninada. Por exemplo, a famosa conversa paralela. "Na Educação Infantil, ela deve de ser encarada como algo que ajuda no desenvolvimento moral dos pequenos e tem a ver com convivência", explica Mariana. De acordo com ela, a dificuldade em aceitar ou seguir regras e respeitar o outro, inclusive figuras de autoridade, também se relaciona a esse processo. Por isso, por mais que as normas estabelecidas pelos docentes sejam claras, se forem coercitivas e autoritárias, não farão sentido para a criançada. Regras como não empurrar e não bater no colega podem ser mais bem entendidas se assimiladas pelas crianças de modo reflexivo. É mais adequado conversar e questioná-las: pode bater no colega ou não? Por que não pode? "Dessa maneira, os pequenos entendem as regras e os combinados por meio de conclusões que eles mesmos elaboram", explica Mariana.



Abraços,

Rovena Teixeira Libardi.

 

Teatro e Imaginação na Pré Escola

Fotos: Fernanda Preto/Ilustração: Alice Vasconcellos


A capacidade de fazer de conta é uma das características mais relevantes da infância, pois está diretamente ligada ao desenvolvimento intelectual e físico dos pequenos. Quando imagina que é um policial à procura de um bandido, a criança elabora respostas às distintas situações que surgem e, ao pôr em prática seu personagem, estabelece movimentos que ampliam a consciência e a expressão corporais. Por isso, os jogos teatrais são uma ótima maneira de desenvolver a relação da criança com o próprio corpo, com o do outro e com o espaço. Eles são jogos de construção em que a consciência do "como se" é trabalhada de forma gradativa em direção à articulação da linguagem artística teatral. "No processo de construção dessa linguagem, a criança estabelece com seus pares uma relação de trabalho, combinando a imaginação dramática com a prática e a consciência na observação das regras", explica Ingrid Dormien, que leciona Teatro Aplicado à Educação na Universidade de São Paulo (USP) e é coordenadora de projetos da Escola de Educadores.

Descobrindo novas possibilidades corporais 
O jogo teatral gira em torno de três elementos: onde se passa a cena, quem faz parte dela e qual ação se desenvolve. O professor deve dividir a turma em grupos e propor que cada um decida o que apresentar à plateia - sem o uso de falas nem de objetos cênicos. Exemplo: se escolhem explorar o fundo do mar, as crianças têm de interagir com criaturas e plantas marinhas imaginárias, deixando claros os três elementos básicos.

Ingrid diz que a intervenção docente pode e deve ocorrer durante a cena. "Se o professor perceber que os gestos não são muito claros, pode instruir os pequenos a repeti-los em câmera lenta. Os jogos teatrais abrem possibilidades infinitas de trabalhar a expressividade corporal", afirmaDurante a ação, deve-se atentar também o uso do espaço e de que forma se dá a interação.

Com base no que foi observado, é necessário fazer propostas que representem desafios e incentivem todos a buscar novas possibilidades de expressão. Se um grupo escolheu um espaço pequeno e interagiu pouco, por exemplo, no jogo seguinte o professor pode estabelecer que, independentemente da situação, os objetos utilizados em cena terão de passar pela mão de todos e a área precisa ser ampla.


Reportagem extraída dehttp://revistaescola.abril.com.br/educacao-infantil/4-a-6-anos/teatro-imaginacao-pre-escola-jogos-546388.shtml


Por: Ana Beatriz Memelli Lopes